Hoje pela manhã, em Caxias do Sul, houve o protesto estudantil que deveria ser a respeito do Ensino Médio Politécnico implantado pelo governo estadual. Desagrada por ser um método anti conteúdo que prioriza a disciplina de Seminários Integrados, em que os alunos escolhem um tema e todos os professores precisam trabalhar em cima deste tema. Diminui substancialmente o ensino de conteúdos e por consequência "fabrica" pessoas despreparadas profissionalmente e sem condições de acompanharem a vida acadêmica na universidade. Os principais pontos negativos deste método são: professores sem preparo para trabalhar com a disciplina de Seminários Integrados, aumento da carga horária e diminuição de conteúdos em disciplinas fundamentais. Pelo que se viu nos cartazes, o governo está usando os alunos da rede estadual como cobaias na implantação deste novo método de ensino, sem a preocupação com detalhes importantes, como no caso dos estudantes que trabalham ou fazem outros cursos técnicos profissionalizantes, estes serão prejudicados com o aumento da carga horário em algo sem resultado produtivo.
Lamentável foi o que se viu na Praça Dante Alighieri: tentativa de manipulação no caminhão de som, uma estudante passou a falar a favor deste método, o rapaz que conduzia o protesto de cima do caminhão confirmou que não estavam ali para protestar contra o Ensino Politécnico, a massa de estudantes protestou, uma segunda estudante tentou falar sobre o real motivo do protesto e o microfone dela foi desligado. Sinceramente fiquei decepcionada, já no início estranhei o teor da condução de discurso vindo do caminhão de som, porque havia a notícia de que seria um protesto a respeito desse método novo de ensino e nada se ouvia falar, falava-se das passagens de ônibus, da vinda da UFRGS para Caxias, entre outros assuntos e nada de Ensino Politécnico. Infelizmente em nosso país segue essa mentalidade de manipulação em favor sei lá de que, possivelmente motivos "políticos" pessoais.
Chegamos na 4ª CRE (Coordenadoria Regional de Educação), os estudantes se posicionaram em frente com cartazes gritando palavras de ordem e chamando representantes para os ouvirem. Ninguém apareceu, portão chaveado, cortinas fechadas. Foi necessário que alguns estudantes invadissem o pátio pulando por cima das grades para que representantes da Coordenadoria os atendesse. Eles queriam passar uma pauta de reivindicações, custava atendê-los? Enfim, entraram um representante de cada escola para conversarem.
Houve o caso isolado e lamentável de uma minoria, três ou quatro jovens que jogaram ovos e pedras quebrando vidraças. Infelizmente sempre tem aqueles que não entendem o espírito do protesto, no mais tudo ocorreu de forma pacífica e exemplar.
Bastante triste foi a tentativa de manipulação, mas satisfação e respeito a esses jovens que sabem o que querem e não se deixam enganar por discursos distorcidos da realidade.