Noites quentes enluaradas me remetem ao final dos anos sessenta. Meu tio Alvício, sentado no pátio de nossa casinha num vilarejo de São Leopoldo, costumava olhar para o céu e descrever as constelações, dizia ele que haviam seres vivendo em outros planetas e que um dia esses extraterrestres nos visitariam. Nos meus cinco ou seis anos de idade isso parecia algo verdadeiro e passei a esperar pelos extra terrestres, deitava na grama olhando e procurando qualquer indício, foram muitas as vezes que vi um risco cortando o céu, meu tio dizia: isso é um "meteorito", deve cair no mar... e tu sabe por que no mar? Por que nosso planeta tem mais água do que terra, logo a possibilidade de cair na água é maior... eu não entendia quase nada, mas gostava do Tio Alvício e suas histórias! Ele bebia, e eu era a única criatura que escutava e gostava do Tio Alvício bêbado! As vezes passava dos ETs para a Enedina, sua eterna musa, ele se apaixonou por essa mulher e levou um fora, então contava sua história triste de uma paixão não correspondida, fã do Vicente Celestino, toda vez que falava sobre a Enedina cantarolava uma música chamada "O Ébrio".
Continuo tentando contato com os ETs, mas por enquanto não encontrei nenhum, ou encontrei alguns? Eis a questão!
A idade avança e passamos a viver recordações, que venham as boas e que as más caiam no esquecimento!
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