sexta-feira, 26 de julho de 2013

Liberdade, palavra mágica e distante




A morte não acontece de "supetão", a morte acontece aos pouco durante a vida. A pessoa nasce livre, cria seus vínculos, produz personalidade, opinião, escolhas. Lá pela metade da vida começa a perceber a pequenez de sua história, busca desesperadamente liberdade de expressão, liberdade de vida,  relaciona-se e descobre que pessoas a cercam para bloquear, apossar-se de sua alma  e desrespeitar sua privacidade.

Vi no filme "A Viagem" e é bem verdade: "Nossas vidas não são nossas. Do útero ao túmulo, estamos ligados à outros. Passado e presente. E para cada crime e cada bondade, renasce nosso futuro"

A grande questão é conseguir administrar tudo isso. Administrar a influência que as outras vidas fazem na nossa e vice versa.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Protesto Estudantil em Caxias do Sul





Hoje pela manhã, em Caxias do Sul,  houve o protesto estudantil que deveria ser  a respeito do Ensino Médio Politécnico implantado pelo governo estadual. Desagrada por ser um método anti conteúdo que prioriza a disciplina de Seminários Integrados, em que os alunos escolhem um tema e todos os professores precisam trabalhar em cima deste tema. Diminui substancialmente o ensino de conteúdos e por consequência "fabrica" pessoas despreparadas profissionalmente e sem condições de acompanharem a vida acadêmica na universidade. Os principais pontos negativos deste método são:  professores sem preparo para trabalhar com a disciplina de Seminários Integrados, aumento da carga horária e diminuição de conteúdos em disciplinas fundamentais. Pelo que se viu nos cartazes, o governo está usando os alunos da rede estadual como cobaias na implantação deste novo método de ensino, sem a preocupação com detalhes importantes, como no caso dos estudantes que trabalham ou fazem outros cursos técnicos profissionalizantes, estes serão prejudicados com o aumento da carga horário em algo sem resultado produtivo.

Lamentável foi o que se viu na Praça Dante Alighieri: tentativa de manipulação no caminhão de som, uma estudante passou a falar a favor deste método, o rapaz que conduzia o protesto de cima do caminhão confirmou que não estavam ali para protestar contra o Ensino Politécnico, a massa de estudantes protestou, uma segunda estudante tentou falar sobre o real motivo do protesto e o microfone dela foi desligado. Sinceramente fiquei decepcionada, já no início  estranhei o teor da condução de discurso vindo do caminhão de som, porque havia a notícia de que seria um protesto a respeito desse método novo de ensino e nada se ouvia falar, falava-se das passagens de ônibus, da vinda da UFRGS  para Caxias, entre outros assuntos e nada de Ensino Politécnico. Infelizmente em nosso país segue essa mentalidade de manipulação em favor sei lá de que, possivelmente motivos "políticos" pessoais.

Chegamos na 4ª CRE (Coordenadoria Regional de Educação), os estudantes se posicionaram em frente com cartazes gritando palavras de ordem e chamando representantes para os ouvirem. Ninguém apareceu, portão chaveado, cortinas fechadas. Foi necessário que alguns estudantes invadissem o pátio pulando por cima das grades para que representantes da Coordenadoria os atendesse. Eles queriam passar uma pauta de reivindicações, custava atendê-los? Enfim, entraram um representante de cada escola para conversarem. 
Houve o caso isolado e lamentável de uma minoria, três ou quatro jovens que jogaram ovos e pedras quebrando vidraças. Infelizmente sempre tem aqueles que não entendem o espírito do protesto, no mais tudo ocorreu de forma pacífica e exemplar.

Bastante triste foi a   tentativa de manipulação, mas satisfação e respeito a esses jovens que sabem o que querem e não se deixam enganar por discursos distorcidos da realidade. 



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Meu mundo da lua


Noites quentes enluaradas me remetem ao final dos anos sessenta. Meu tio Alvício, sentado no pátio de nossa casinha num vilarejo de São Leopoldo, costumava olhar para  o céu e descrever as constelações, dizia ele que haviam seres vivendo em outros planetas e que um dia esses  extraterrestres nos visitariam. Nos meus cinco ou seis anos de idade isso parecia algo verdadeiro e passei a esperar pelos extra terrestres,  deitava na grama olhando e procurando qualquer indício, foram muitas as vezes que vi um risco cortando o céu, meu tio dizia: isso é um "meteorito", deve cair no mar... e tu sabe por que no mar? Por que nosso planeta tem mais água do que terra, logo  a possibilidade de cair na água é maior... eu não entendia quase nada, mas gostava do Tio Alvício e suas histórias! Ele bebia, e eu era a única criatura que escutava e gostava do Tio Alvício bêbado! As vezes passava dos ETs para a Enedina, sua eterna musa, ele se apaixonou por essa mulher e levou um fora, então contava sua história triste de uma paixão não correspondida, fã do Vicente Celestino, toda vez que falava sobre a Enedina  cantarolava uma música chamada "O Ébrio".

Continuo tentando contato com os ETs, mas por enquanto não encontrei nenhum, ou encontrei alguns? Eis a questão! 

A idade avança e passamos a viver recordações, que venham as boas e que as más caiam no esquecimento!






quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Teia


A aranha tece sua teia com o objetivo de caçar suas presas,  assim vivem algumas pessoas, tentando enredar outras em suas teias. A grande diferença é que o inseto precisa disso para sobreviver, as pessoas não, o fazem por maldade, ganância, para ter a sensação de posse ou outro sentimento ruim qualquer.

Venho observando alguns artifícios usados no cotidiano destes seres desprovidos de escrúpulos, tais como:
Elogiam sempre, tudo é lindo e maravilhoso, no entanto quando bêbados e junto aos bem próximos, despejam seus reais sentimentos e gostos por coisas torpes, beijam faces e abraçam pessoas para mais adiante tirarem proveito dos sentimentos alheios em prol de algum lucro financeiro. Nas redes sociais, especialmente no Facebook, nota-se posts defensores da flora e fauna vindos de pessoas  que jamais sonham em exercer o que compartilham. Defensores da natureza digitais que sequer separam seu lixo doméstico. Outros criticam políticos e reclamam dos impostos, mas na hora do voto preferem o amigão que lhes facilita a vida ou promete algum "emprego" .  Conheci nessa última eleição candidato com um único objetivo: salário! Não ganhou a eleição mas ganhou um cargo. Pior que isso, pessoas próximas vêem tal coisa como fato normal, algo aceitável.

Em passado recente eu costumava abraçar causas, defender idéias, argumentar.... Hoje em dia sinto-me como neste trecho da  poesia de Mário Quintana:
"Da vez primeira que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha,
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha."

Assassinados a conta-gotas, essa é a realidade de quem convive e conhece pessoas perversas. Hoje já não tenho mais ânimo de lutar por causa alguma, graças ao profundo conhecimento da alma de algumas pessoas. Triste, mas real! Cuido de fazer o que minha consciência manda, somente isso!